With many thanks to D., for making me feel so welcome in this big city
Depois de três dias na paz das terras altas centrais, Ho Chi Minh atinge-me com o furor das grandes cidades. A maior metrópole do Vietname, que alberga cerca de sete milhões e meio de habitantes num espaço urbano onde modernidade e tradição se casam bem ao jeito asiático, saúda a minha chegada nocturna com um coro de vozes e uma amálgama de corpos precipitando-se rua acima rua abaixo, sob a luz potente de mil e um estabelecimentos comerciais. Mas a hora não é para visitas: o corpo cansado da estrada exige repouso. De mochila grande atrás e mochila pequena à frente - a típica "formação" backpacker - parto em busca de uma cama na grande cidade, aquela a que muitos, por hábito, preferência estética, marketing turístico ou inclinação política, ainda chamam Saigão.
Depois de três dias na paz das terras altas centrais, Ho Chi Minh atinge-me com o furor das grandes cidades. A maior metrópole do Vietname, que alberga cerca de sete milhões e meio de habitantes num espaço urbano onde modernidade e tradição se casam bem ao jeito asiático, saúda a minha chegada nocturna com um coro de vozes e uma amálgama de corpos precipitando-se rua acima rua abaixo, sob a luz potente de mil e um estabelecimentos comerciais. Mas a hora não é para visitas: o corpo cansado da estrada exige repouso. De mochila grande atrás e mochila pequena à frente - a típica "formação" backpacker - parto em busca de uma cama na grande cidade, aquela a que muitos, por hábito, preferência estética, marketing turístico ou inclinação política, ainda chamam Saigão.
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| Desportistas da alvorada |
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Justamente por isso, hesitei na decisão de visitar Ho Chi Minh durante o período festivo. O entusiasmo inicial com a ideia de assitir a uma celebração tão autenticamente vietnamita foi-se esboroando face a múltiplas advertências como "Ho Chi Minh é uma cidade-fantasma no Tet" ou "é impossível uma estrangeira sem amigos vietnamitas com quem passar o dia fazer parte de uma tradição que é, na essência, familiar."
Imaginei-me a passar uns dias aborrecidos e isolados e, pior, do lado de fora do verdadeiro espírito do Tet. Quase mudei de ideias e saí do Vietname mais cedo. Por fim, a curiosidade e o cansaço acumulado venceram e eu decidi permanecer no Vietname para as festividades, rumando depois a Phnom Penh, no Camboja, por via terrestre.
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| Um exército de amarelo marcha pela cidade fora |
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| Os impecáveis penteados das árvores de kumquat |
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Como venho a perceber mais tarde, é no distrito um que gira o epicentro backpacker de Ho Chi Minh, mais precisamente na rua Pham Ngu Lao, que muitos têm comparado à afamada e infame Khao San Road de Banguecoque. Agências de viagens, agências de transportes, hostels, restaurantes baratos, bares aberto até às horas mais tardias da madrugada, tudo isto e mais converge e se acotovela neste lugar. E é ensanduichado entre a rua Pham Ngu Lao e a rua Le Lai que se encontra o Parque 23/9 (Vinte e Três de Setembro), onde os meus passos me trouxeram esta manhã.
Caminhando até à ponta Este do seu tapete ajardinado chega-se ao famoso mercado Ben Thanh. Uma atracção turística que sabe bem que o é, este mercado situado no centro da cidade oferece um pouco de tudo, desde comes e bebes, a têxteis, a fruta e legumes, a frutos secos e especiarias, a joelharia, a bugigangas e souvenirs, e muito mais, tudo a preços um pouco menos módicos que o habitual. No tecto, em moda invulgar, placas alertam o turista para que aqui não há que regatear: os preços são fixos. Mesmo assim, há quem tente a sorte.
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| A secção de roupa feminina |
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| Fruta e legumes polidos e alinhados na perfeição |
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Pela minha parte, depois de uns quantos cliques discretos - sinto-me sempre incómoda ao apontar ostensivamente a câmara a narizes desconhecidos - rumo a parte incerta em busca do almoço. E depois de muitas voltas e indecisões a providência entende finalmente manifestar-se sob a forma de um dos meus adorados restaurantezinhos de passeio, com duas ou três mesas apenas e uma multidão de gente local apinhando-se frente aos tabuleiros de comida. Nham nham!
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| A minha primeira refeição bem sucedida em Ho Chi Minh |






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